quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

“Desligados”


Hoje na TV
procurei algo,
que não fosse me entregue
pronto.
Em que eu pudesse
encontrar "as respostas",
ou que me tirasse da
minha zona de conforto,
assim como você.

Reinaldo da Silva dos Santos
Belo Horizonte, 07/12/2015

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Lugares...

                        “Na verdade eu nunca fui eu. Sou vários...
                          Moldado pelos caminhos que percorro.
                          Daqueles que tentam me mudar.”

Estar em todos os lugares
mas não estar em lugar
nenhum.

Percorrer várias estradas
de caminhos que levam
a algum lugar.

Na solidão encontrar sempre
estes lugares onde quero
estar

e no dia seguinte a nova sensação
de estar em lugar nenhum...
Eterno recomeço...

Reinaldo da Silva dos Santos
Belo Horizonte, 04/11/2015

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

“Careta”

                                                                                                                                                  “Na vida, quanto trajetória do tempo,                                                                                                                                              temos duas chances: ‘Nascer e morrer’.                                                                                                                                                  Entender esta relação faz toda diferença"                                                                                                                                     

Chegará um dia em que o caráter será uma das grandes e a mais importante virtude do homem. Em um mundo atual contemporâneo, no qual vale tudo, desde o momento em que você leve vantagem e os princípios básicos de convivência social, não afetem o seu mundo e o seu próprio umbigo.


Assim deixamos o nosso caráter de lado, o importante é o “vale tudo”, desde que não venha bater de frente com ninguém, e que não mexa na sua rotina e zona de conforto.

Na virtude do caráter, o que importa são os seus princípios e sua essência, não as seduções e vantagens das mazelas: humanas, sociais, urbanas e políticas contemporâneas.

Ao fim fica somente uma pergunta: onde iremos parar, já que o mundo não aceita mais “os caretas”.

Reinaldo da Silva dos Santos
Belo Horizonte, 28/04/2015


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Reencontro

Como toda manhã,
hoje os sentimentos se tornam saudosos...

Saudosos pelo tempo em que podemos rever
os amigos de outro
tempo
momento...

As vezes achamos que não
somos importantes para pessoas.
As vezes achamos que não somos
importantes nem para nós mesmos.

Mas basta apenas que o véu do tempo
descortine em nossos corações,
para lembrarmos que saudade e ausência
são sentimentos que podem esta sempre presente
em nossos corações, mas que se tornam doce alegria, quando revemos nossos colegas, companheiros, amigos
de outras caminhadas e de outros tempos.

Assim saudade e ausência
se tornam apenas um detalhe lá atrás,
perdidos em algum lugar no tempo chamado passado...

Reinaldo da Silva dos Santos

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Sentimentos

É tarde de sexta-feira 
minha alma descansa sobre um papel e uma caneta
traço linha de coisas vividas aqui
no passado e no futuro 
amigos
lugares 
pessoas 
encontros e desencontros.
Tento colocar lógica 
em cada linha
o ódio é a tinta
o amor é a parte plástica que cobre a tinta
a mão é a ignorância que diz e reclama
por esse tempo passado
por esse sacrifício 
de sofre e fazer sofrer.
Tenho ideias a quais percorrem e cobrem todo o ar
tenho obrigação de fazer justo cada palavra cada ideia.
Mesmo sem sentido
quero escrever esta poesia
da vida confusa
na qual vivo 
quero escrever o sofrimento
no qual sou submetido
quero sofrer
o sofrimento que já estou sofrendo.
O homem não pensa ao amar
ele se entrega de corpo e alma a um sentimento
estúpido e mesquinho
totalmente enganável
confia até em seus demônios
na sua cruz que pode crucificá-los 
nos seus servos 
na sua idolatrada pátria
acabada e desgastada.
Somos seres de solidão
de um mundo sem razão 
feitos em desespero 
de ideias contrárias 
de amores que nos enganam
de pessoas blasfêmicas 
de versos incansáveis
de um amor apagado.
Somos de um sofrimento real 
no qual esta guardado no coração
no qual preciso
no qual que me vê e não crê.
Mas não quero igualar a realidade
de sofrimento e de amores perdidos
não quero ver você me difamar
não quero você mas a tenho 24 horas sem cessar. 
Porque você me 
declama e difama 
esse sofrimento
que me maltrata
que me olha
e me evapora
e que acaba me transformando em 
nada. 

Reinaldo da Silva dos Santos
Viçosa, MG - 16/05/1997

Série Enigmas da Solidão - Parte III                        19

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Passos de Tristeza

Tudo que passou
quero apagar
tudo que rolou
deixarei passar
não guardo mágoa ou rancor de ninguém
quero viver uma nova vida.
Sofri muito
após esse tempo passado
perdi e ganhei amigos
sonhei e me fantasiei
vivi por viver
não esquentei com nada
o sofrimento me difamou por dentro
a ignorância me corroeu por dentro
não estava em mi mesmo
fiquei pra baixo
não senti nada
triste comigo mesmo
pensei em todos meus erros
e achei a solução.
Me fechar com o mundo
ser eu mesmo
a qual a ilusão não me tocaria.
Levantei
me orgulhei
cheguei ao fins dos versos
de Lembranças
de fraquezas
cheguei ao fim
o fim de tudo
de alegria e de tristeza
mas ao fim de mi mesmo.
Sem medo de sorrir ou chorar
sem a vergonha que me difamava
sem o ódio alheio
apenas versos sem sentido
para alguém
que não me quer
que me vê sofrer
mas adora o sofrimento
alguém que pisa me mim
como seu capacho.
Sinto acabar a cada momento
a poesia dos passos
dos enfermos
dos passos
difíceis e indecoráveis
de só ida
e não volta
porque o seu amor linda morena.
Vai mas não volta.

Reinaldo da Silva dos Santos
Viçosa-MG
16/05/1997 


Série Enigmas da Solidão - Parte III         18

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Nos maiores silêncios e ausências dos tempos e que se escondem os grandes tesouros das palavras não ditas... Terceira parte da Série Enigmas da Solidão...


 SÉRIE


                 ENIGMAS 


                           
                               DA


                                     SOLIDÃO

                                                     Parte III

















"Mesmo que digas que meu 
 destino está traçado, sempre
 existirá o amanhã com suas
 incertezas e desconstruções."
                                       R.S.S.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Inércia

Há alguns momentos atrás
eu tinha versos em minha mente
de um poema que não me lembro mais.

Hoje em diversos momentos me vi sozinho

me vi em silêncio
me vi em desespero
me vi em solidão...

A maior falha não é tentar
mas sim abdicar da tentativa
por inércia interna
ou por coisas que não conseguimos dizer...

O pior grito é aquele dado em silêncio
do fundo da alma
do lugar comum da alma...

Da falta, da esperança, do medo, da covardia, da perda, do momento...
De coisas que não conseguimos entender ou explicar

Reinaldo da Silva dos Santos, Belo Horizonte, 28/11/2014.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Ainda é preciso caminhar

Eu não sei o que move, se são meus sonhos ou minha eterna incompletude de não ser aquilo que todos meu familares e amigos e colegas e inimigos esperam de mim. Ainda que quase sem esperanças de sonhos, que se renovem a cada manhã, uma voz grita e chora dentro de mim... É preciso caminhar, mesmo que ainda muitos não enxerguem nada de apenas um simples ou complexo homem, destes olhos que habito...
Sempre foi assim em minha vida, caminhar: sem chorar, sem reclamar, e mesmo que ainda se despedaçando e correondo por dentro pelos diversos papeis que assumo em minha vida..."Não reclame. Não chore. Ainda é preciso caminhar...".
Minhas vitórias e ganhos, ficaram na estante do esquecimento...
Sem reconhecimento e sem valor seja eu que for ou faça...
E sempre aquela voz dizendo... Entre choros, inercias, esquecimentos e solidão...
Ainda é preciso caminhar...

Reinaldo da Silva dos Santos - Belo Horizonte - 14/11/2014

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Lamentações

Lamento por deixar cair o pranto.
Lamento por eu ser fraco.
Lamento por eu ser inseguro.
Lamento pela tristeza.
Lamento pela ignorância.
Lamento pelas drogas.
Lamento pelo povo.
Lamento pelo sofredor.
Lamento pela dor.
Lamento pelos ladrões e corruptos.
Lamento pela parte.
Lamento pelo todo.
Lamento pelo amor.
Lamento por sentir.
Lamento por você.
Lamento por não poder te tocar.
Lamento a vida que me faz sofrer.
Lamento pela paixão a qual me corrói.
Lamento pelo ar que respiro poluído.
Lamento pela terra que piso, seca e infértil.
Lamento por me lamentar.

Lamento...
Só Lamento...
Por ficar triste, por chorar.
Lamentações...
Das quais citei e não citei.
Lamentações que caem após o pranto
Lamentações que vem ao pedido de perdão
Porque não.
Lamento de Lamento.
Por não me amar.

Olho para você
esse teu olhar,
que pode acabar em me delamentar,
mas não tem como cessar
a tristeza do meu olhar,
mais sim aumentar,
assim não finalizar.

Consigo você, mas não a tenho,
tenho a espera de não ter
sinto o coração doer diante de você.

Pense bem nas Lamentações
de poetas mortos e eternos.
Pense em tudo.
Não Lamente,
ame, pois se amar amará
mas desprezará se não gostar
mas quando Lamentar a perda
não se cessará, mas sim acabará...

Porque Lamento a cada segundo,
porque você me faz sofrer, me faz chorar
me faz apaixonar, me destrói, me corrói
me queima...
E me deixa em cinzas...
Do final...
Do qual eu só Lamento o fim.

Reinaldo da Silva dos Santos
Viçosa, MG, 29 de abril de 1997

Série Enigmas da Solidão II parte - Outono                                                                                      17

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

O tempo (não) passou

"Não faças do amanhã o sinônimo de nunca, 
nem o ontem te seja o mesmo que nunca mais. 
Teus passos ficaram. Olhes para trás mas vá em 
frente pois há muitos que precisam que chegues 
para poderem seguir-te."

Charles Chaplin


Não é questão de idade

ou marcas dos tempos,
para mim o tempo não passou,
ficou preso na retinas
de minhas imagens do passado
nos sorrisos congelados
das alegrias feitas nos momentos de felicidade...
Aonde estive, onde chorei...

Tive amores.
Tive uma filha...
Meus conhecidos, colegas e amigos...
Tiveram filhos.

Às vezes me pergunto,
o tempo passou para eles?
Ou seria aquela minha imagem
que eu vejo, e me perco,
querendo ser melhor do que eu não fui,
ou querendo viver suas alegrias?

Assim me perco e me pergunto
nos vazios das minhas memórias
dos meus não lugares
do que eu não fui
do que eu não fiz
do que eu não sou
do que eu poderia ser...

E ao fim me encontro:
sem espaço... Sem lugar... Sem ser... Sem tempo.
                             
Reinaldo da Silva dos Santos
21/05/2014

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Sombras de Outono


As promessas de domingo
dos amore(s) do(s) amigo(s)
do(s) lado(s) individual(ais) 
de sua(s) janela(s).
Agora restam apenas os silêncios dos domingos.
                                                         R.S.S.

No caminho me senti:
sozinho, cansado,
com o coração fechado.

Nunca te pedi o
teu olhar junto a mim
no caminho.

Nas curvas do teu corpo
é onde se encontra meu
coração.

Não entendo, mas entendo,
porque sofro, porque desespero
em saber que existe em vida,
ainda que linda
distante do meu coração.

A minha distância,
significou felicidade para você,
para mim, saudade louca
em sorri por fora,
mas chorando por dentro:
covarde, triste...
Nas minhas certezas de não ser
e incertezas de ser para você,
o que poderia ser e nunca fui...

Reinaldo da Silva dos Santos
05/05/2014

terça-feira, 15 de julho de 2014

Recomeçar...

"Você não pode voltar atrás e fazer um novo começo, mas você pode começar agora e fazer um novo fim (...)"
Padre Marcelo Rossi

Ao ler este pensamento do Padre Marcelo, pensei por um lado, "sim, não podemos voltar atrás, mas por outro lado pensei, "mas podemos sim fazer um novo começo, através do Recomeçar e sim fazer um novo fim para nossas vidas". 
"Estou de volta e mais uma vez, Recomeçando e fazendo um novo fim, pela simples e humildes linhas do meu blog e das minhas palavras, que agora que você lê; minhas palavras já não são mais minhas, são nossas.

Reinaldo da Silva dos Santos
BH, 15/07/2014


terça-feira, 15 de abril de 2014

Lastimações de uma vida

A vida é linda.
A vida encanta.
A vida é alma.
A vida é bela.
A vida é vida.
O começo meio e o fim.

A vida vive
com seu viver
mas chora os prantos
de muitos sofredores
daqueles que foram sem justa causa
daqueles lamentam por irem
daqueles que a ignoram
daqueles somente aqueles que se condenam
daqueles que condenam que julgam injustamente
dos que pegam a fraqueza e a fazem desmoronar.

Daquele que não queria sofrer, mas sofreu.
Daquele que lutou, até quando aguentou,
mas era fraco porém não conseguiu.

Daquele que morreu e não renasceu,
da veemência de um sentimento
pela pessoa, por alguém.
Talvez viveu ao seu lado, mas foi vulgar
como versos em princípios
que não haveriam vida, mas estariam em si
confundindo ideias póstumas,
sem sentido, mas na qual falamos e não ouvimos.

Devemos ser fruto da ignorância
injusta e cruel
indigna e calada
que faz qualquer coisa em seu benefício.

Devemos gritar, chorar
porque há solidão.

Quando fechamos os nossos olhos e abrimos,
acordamos, mas de uma maneira diferente,
não saindo de um pesadelo,
mas entrando em um,
a realidade, a pura realidade da vida,
que se expressa a cada milésimo
a cada momento, o pesadelo da realidade.

Mas se fossemos andar regressivamente
sendo origem e começo
voltaríamos a ser o que não somos
porque não sabemos como seguir
ainda mais como voltar atrás.

Porque essa vida não tem conserto.
Porque só esperamos o fim,
o fim que está perto,
o qual não podemos fugir,
só o fim.

Reinaldo da Silva dos Santos
Viçosa, entre 12:32 – 12:56 do dia 22 de abril de 1997

Série Enigmas da Solidão II parte - Outono                                                                                      16

domingo, 13 de abril de 2014

A tristeza de um poeta

Tudo se dizimou em uma simples frase
que acabaram em versos
versos foram o infinito no qual não tem fim.

A vida se tornou destino
não o destino do passado,
mas sim o destino do futuro.

Vivo hoje a esperança de tela ao meu lado
do lado  a qual não é remoto,
a qual não morre.

É liberdade, pois que seja
é  a vida,
vida de sofrimento
a qual se faz de momentos
de tristeza e alegria.

O poeta pode morrer
mas seus versos ainda ficam vivos
como herdeiros de uma tristeza
que é expressada a cada estrofe.

O poema é o poema
o poeta é o poeta
queria ter todas
em meus braços
mas não sou cujo de coração.

Só vivo de sofrimento
um poeta igual as calçadas da rua
que é pisada a cada esquina.

A esquina do amor...
a esquina da solidão...
a esquina da vida...
Que mesmo sendo remota
se sobrepõe em seu modo de ser.

A esquina
que um dia poderá conter
um poeta louco de sofrimento
de dor e amargura.

Um poeta caído
em um sono eterno
no qual não se saberia mais como levantar
no qual eles iriam passar e pisotear.

Um poeta pobre de espírito e de alma
um poeta sofredor
que  vive fazendo o possível e o impossível
para viver alegre.

Seus amigos são inimigos
nos quais olham para uma figura como o poeta e diz:
Coitado...

Porém,
sou filho da vida
que me criou e me cria
que me educa
que me faz sofrer,
que me faz chorar.

Sou filho dela
a qual muitas vezes se decepciona
mas se não fosse ela
eu não seria nada do que eu não sou.

Reinaldo da Silva dos Santos

Viçosa (entre 13:30 às 14:16) do dia 14 de abril de 1997.


Série Enigmas da Solidão II parte - Outono                                                                                      15

sexta-feira, 14 de março de 2014

A estupidez de uma nação apagada

“Minha dor é perceber 
Que apesar de termos 
Feito tudo o que fizemos 
Ainda somos os mesmos 
E vivemos 
Ainda somos os mesmos 
E vivemos 
Como os nossos pais...”
                         Belchior

Vamos celebrar a estupidez humana
a estupidez da nação.
Somos filhos de uma ignorância
que nos julga não pelo fomos
mas sim o que somos e seremos.

Essa ignorância que a cada dia
é mais relúcida
que só em pensar
me faz vomitar versos desprezíveis.
Esta corrupção desvairada
são injustos e intrípados
minha boca amarga em falar deles.

Porque somos infelizes
somos pobres
pobres de espírito
que faz o coração derramar em rancor.
O ódio se eleva
em soltar frases
frases abusivas e concretas
porque!

Somos filhos dessa nação
não da nação do passado
mas a do presente.
Que nos julga
mas não olha
nem um palmo
a frente do nariz.
São injustos por não pensarem
por agirem de tal forma.

Somos tristes por que
não podemos fazer nada.
Eles cospem na gente
nos humilham
mas nos somos o futuro
o futuro de uma nação apagada.

A qual se ergue em guerra
a qual não pensa
a qual só se levanta
em tiros e rajadas
onde os governantes
são desgovernados.

Somos o que somos.
Assassinos ou vítimas
alcoólatras ou drogados
bons ou maldosos.

Nós fazemos o nosso próprio destino.
Dessa nação que nos julga por tudo
mas que é incapaz de se levantar e recomeçar.

Essa nação que a cada dia
se torna um buraco negro
o buraco da escuridão
do nada
do fim...

Sem filhos
sem nada.
Só uma triste nação apagada.

Reinaldo da Silva dos Santos
Viçosa, 27 de março de 1997.
12:30


Série Enigmas da Solidão II parte - Outono                                                                                      14

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Te amo

É manhã de quinta-feira
minha alma se afoga em devaneios
sinto saudades de você
a vida parece uma eternidade
cada segundo é um milésimo que passa
vejo um sorriso na minha frente
seus olhos tão lindos
os quais nunca mentem
mas escondem a timidez sincera e linda
seus rosto é interpretado a cada dia, de sol e lua
as estrelas são como teus olhos
que brilham
e acendem a minha noite
a noite de solidão.

Queria estar com você em outrora
só para te sentir
mas o tempo passa
a cada dia parece que
não liga para mim
mas isso pouco importa
entre vários olhares a um sempre especial
o meu, a qual olha uma figura
tão primorosa como você
mas cada quadra ou estrofe qualquer
são belas e lindas
todos sorrisos são benéficos
fico triste ao pensar em você  longe.

A cada manhã
uma nova esperança de te ver
mas do que me adianta
se não posso tocá-la, senti-la
meu olhar de longe se sega ao ver você
a escuridão me engana
é noite escura, crua e feia
é tempestade, é temporal
seu amor se apaga,
em tanta tristeza e mágoa
meu coração se desfalece
talvez seja o fim
a escuridão é imensa
não é sonho, nem fantasia
não é alegria, nem tristeza
é simplesmente nada, só nada
é apenas uma ignorância
que não se reluz
mas nunca acabarei triste
me extravio em origem.

Vejo uma luz
brilha como brilha
talvez seja você
o sorriso brilha
os olhos púrpuram.

O meu amor não sei o que dizer
os versos tropeçam
me desculpe
me perdi
mais és tão bela
que não tenho mais palavras pra dizer
Te amo.

Reinaldo da Silva dos Santos
27/03/1997

Série Enigmas da Solidão II parte - Outono                                                                                      13