sábado, 17 de setembro de 2011

Das Esperanças

"Aos filhos da modernidade, por favor...
Por mais que seja difícil...Devagar, por favor...
Deixa-nos respirar."


Hoje eu te olhei através
da janelas do seu mundo
e pude ver que toda a dor
nascia da cadeia de nossos desesperos.


Em meio Paz, vi corpos
pelos caminhos...
pedaços da nossa solidão.


Pedaços da minha dor,
em meio a dor nascia a esperança,
e desta esperança nascia você...
pedaços de mim...
parte de mim...
dos meus  sonhos
da minha luta...


Por ti ofereço este momento...
te ofereço a mim...
como parte do meu  todo
que eu não sei explicar.


No descompasso do meu pensamento
nasce a esperança
como materialidade da vida
que queria viver com você...
aonde nasceria atitudes...
mais que palavras...
porem sou poeta.
E em todas minhas vozes;
Nasceria um poema,
na expectativas de sua presença.


Reinaldo S.S.

PS! Como estes versos que nascem do caos da momentâneo em meio a alegria;
transmite para nos esta canção,  do poeta da canção que se faz livre em suas palavras,
que reflete a dor como redenção e memoria...
Ainda que falha...Nos torna e forma que somos...Em nossa essência.


Luz Maior
João Nogueira

Esta dor que sangra a gente estanca 
Pois o próprio mal também se cansa
O punhal que fere a gente arranca
Basta não perder a esperança
Manter acesa a fé e não olhar pra trás
Que a barra da maré vai trazer a paz
Manter acesa a fé e não olhar pra trás
Que a barra da maré vai trazer a paz

 É resistir enquanto o vento
Mais empurra contra o cais
É renascer se o velho sonho se desfaz
O dom do acontecer, saber se levantar
Deixar correr que novas águas vão rolar
Quem dá a mão, quem faz o bem
Quem tem amor pelo que faz
Sabe pedir quando não tem
E dividir se tem demais
Pra ter a luz maior, a força de um clarão
Sempre brilhando no seu coração

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Um ano

… Depois do silêncio volto aqui para falar daquilo que já se silenciou no coração de muitos e que caiu no esquecimento. Ao fim do seu fim percebi coisas que até aquele instante preferia não acreditar, me revoltei, chorei em meu silêncio, me isolei, vi realmente as pessoas que te amavam de verdade e eram e são seus amigos de verdade.
Muitas palavras teria eu para te dizer agora, e as vezes se misturam com minhas angustias e frustrações, vitórias e derrotas da vida...Um ano se passou que você se foi... é, que você se foi, prefiro dizer e pensar que você esta aqui, mas não podemos mais nos vermos e nos encontrarmos...Algumas pessoas não morrem, só apenas não temos mais a possibilidade de velas ou tocá-las fisicamente, pois estarão sempre, como você sempre esteve e estará marcado em meu coração. Sangue do meu sangue que corre na minhas veias e alimenta a minha alma...
Saudades eternas...

Reinaldo S.S.


Poema de Finados

Amanhã que é dia dos mortos
Vai ao cemitério. Vai
E procura entre as sepulturas
A sepultura de meu pai.

Leva três rosas bem bonitas.
Ajoelha e reza uma oração.
Não pelo pai, mas pelo filho:
O filho tem mais precisão.

O que resta de mim na vida
É a amargura do que sofri.
Pois nada quero, nada espero.
E em verdade estou morto ali.

Manoel Bandeira

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

quinta-feira, 1 de setembro de 2011


A partir daqui não explico mais a reflexão dos meus poemas.
As palavras, a linguagem literária, já falam por si.
Por tanto...

Desculpe

Desculpe...
Por tentar ser feliz.
Quando eu te disse que a busca 

dos meus sonhos me deixava feliz.
Recebi o seu desprezo...
Me tornei mais um

em meio a multidão do mundo...
Desculpe...
Por não sonhar os seus sonhos.
Por sonhar meu sonho.
Na verdade o que sempre nos uniu foi os nossos sonhos...
Pois eram nestes sonhos...
Que nos completávamos...
...éramos um... só, Sonho...

Reinaldo S.S.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Conceitos...
PS! Regra de ouro da Poesia:
Separar o Sujeito Poético (Voz poética, Eu lírico)
do Sujeito empírico (Pessoa do Poeta).
Eles não são a mesma pessoa,
por mais que a poesia nos revele...
(grifos meus)
  
VERSOS DE MIM III

As vezes me perguntam,
“Por quem eu luto e sonho?”
Penso e digo, que não luto e não sonho por ninguém...
Hoje não...
Na verdade luto e sonho para me manter vivo a cada dia,
e penso que esta e a única razão que mantém vivo.
Vivo a cada dia de frente para o muro do mundo,
mas tenho a certeza que ele esconde paisagens...
E tudo aquilo que tenho em essência...
Complexo... Claro!
Eu sou complexo...
Porem, quem não tem o seu muro interior.

REINALDO S.S. 30/08/2011

sábado, 27 de agosto de 2011

Do outro lado da rua

Não me olhe pelo outro lado da rua...
Quando me vê, não me vê.
O que você  vê são suas próprias convicções
cruas e duras da vida.

Não me olhe pelo outro lado da rua...
Não me olhe com esses olhos...  
Olhos que julgam, que acusam, que condenam...

Não me olhe pelo outro lado da rua, 
não me pergunte de outro lado da rua.
As vezes é melhor ser sozinho no mundo,
já que você e o mundo,
já tem todas as razões e respostas...

Não me olhe do outro lado da sua rua,
neste comboio do tempo, chamado solidão...

Autor: Reinaldo da Silva dos Santos
Em 27/08/2011



Alvaro Campos
Lisbon Revisited
(1923)

NÃO: Não quero nada.  
Já disse que não quero nada. 


Não me venham com conclusões!  
A única conclusão é morrer. 



Não me tragam estéticas!  
Não me falem em moral! 



Tirem-me daqui a metafísica!  
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas  
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) —  
Das ciências, das artes, da civilização moderna! 



Que mal fiz eu aos deuses todos? 


Se têm a verdade, guardem-na! 


Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.  
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.  
Com todo o direito a sê-lo, ouviram? 



Não me macem, por amor de Deus! 


Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?  
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?  
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.  
Assim, como sou, tenham paciência!  
Vão para o diabo sem mim,  
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!  
Para que havemos de ir juntos? 



Não me peguem no braço!  
Não gosto que me peguem no braço.  Quero ser sozinho.   
Já disse que sou sozinho!  
Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia! 



Ó céu azul — o mesmo da minha infância —  
Eterna verdade vazia e perfeita!   
Ó macio Tejo ancestral e mudo,  
Pequena verdade onde o céu se reflete!  
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!  
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta. 



Deixem-me em paz!  Não tardo, que eu nunca tardo...  
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Essências de mim

"Sou aos poucos. Quando penso no que vivi,                                              
tenho a impressão de que fui deixando 
meus corpos pelo caminho."
Clarice  Lispector.

Essências de mim

Tudo que eu sei e o que eu sou
eu sei que esta dentro de mim triste e apagado,
por isso a cada dia busco nas repostas
dos meus cotidianos e nas pessoas que me cercam,
quem eu fui um dia, na esperança de me encontrar de novo,
apesar de me aparentar as vezes,
em sua maioria, embebido no fracasso.
Sei que eu sou mais do que isso,
por isso percorro por caminhos já percorridos,
muitos de chamam de louco, dizem não entender,
dizem que é perda de tempo.
Porém percorro novamente estes caminhos, traçados agora por mim,
e não por vontade e para satisfazer ou dar orgulhos aos outros.
Percorro novamente estes caminhos na tentativa louca,
de achar em algum canto dos escombros de mim,
a verdadeira essência dos meus sonhos,
de quem verdadeiramente eu sou, e um fui um dia.

Autor: Reinaldo da Silva dos Santos.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Das palavras e do tempo

Alguns textos passam em nossa vidas e permanecem, dos quais recorremos naqueles momentos em que devemos voltar para dentro de nós e refletirmos o que somos hoje e que fomos um dia.
Tive contato com este texto abaixo há exatamente um ano, e por triste coincidência, depois deste dia, muitas coisas aconteceram que mudaram pela dor a minha vida, talvez por isto o título "Maturidade", que aqui vai além da idade, mas das experiências que vivemos ao longo de nossa vida, até uma criança pode amadurecer diante das dores, perdas e dificuldades da vida. Porém este texto mostra que maturidade esta em cada momento da vida e nosso dia a dia. 
Vale  refletir um pouco destas palavras deste texto, me ajudaram e me ajudam muito, espero que possa auxiliá-los em suas reflexões e no seu dia a dia.

Reinaldo S.S.
Maturidade
Maturidade é ter o poder de controlar a raiva e de   resolver divergências sem violência nem destruição. É ter a paciência, a disposição para abrir mão de um prazer imediato, para uma vantagem a longo prazo.
Maturidade é ter perseverança, é empenhar-se a fundo num programa apesar da oposição e dos contratempos desalentadores. É ter abnegação, é atender as necessidades dos outros. É ter capacidade de enfrentar o desagradável e a decepção sem se tornar amargo.
Maturidade é ter humildade. Uma pessoa madura consegue dizer: “perdoe-me”. E, quando fica provado que estava com a razão, não sente necessidade de se vangloriar: “eu não disse?”.
Maturidade significa credibilidade, integridade e cumprimento da palavra. Os imaturos encontram pretexto para tudo. São os retardatários crônicos, os contadores de vantagem que falham no momento das crises. A vida dessas pessoas é um emaranhado de promessas não cumpridas, assuntos inacabados e amizades desfeitas.
Maturidade é ter capacidade de viver em paz com o que não se pode mudar.


19 de Agosto de 2010 por José Lino
Texto de abertura do programa "Rádio Vivo" da Rádio Itatiaia.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Das reflexões da amizade

Em alguns momentos de nossas vidas, nos afastamos das pessoas, principalmente dos nossos amigos e colocamos neles todas as responsabilidades, culpas e soluções para nossos "problemas" .
Na verdade o que deve e acontecer é ao contrario. 
Penso que é nos amigos que estão toda a força para a superação de nossas problemas, através de laços verdadeiros que nem o tempo pode acabar.
É nesta hora em que eles são importantes, presentes ou mesmo que a distância; para nos ajudar, nos apoiar e nos dar e renovar a nossas forças, para enfrentarmos as agruras da vida e nossas batalhas de cada dia.
"A amizade é tudo mesmo".

Reinaldo S.S.






Essência da Amizade


Uma verdadeira amizade se desenvolve a partir do afeto humano, não do dinheiro ou do poder. É claro que, graças ao nosso poder ou fortuna, mais pessoas nos abordam com grandes sorrisos e presentes. Mas, no fundo esses não são verdadeiros amigos; são amigos da nossa fortuna ou do nosso poder. Enquanto perdurar a fortuna, essas pessoas continuarão a abordar-nos com freqüência. Porém, no momento em que nossa sorte diminuir, elas já não estarão mais por perto. Com esse tipo de amigo, ninguém fará um esforço sincero para nos ajudar se precisarmos. Essa é a realidade.
A verdadeira amizade humana tem como base o afeto humano, não importa qual seja nossa posição. Portanto, quanto mais nos interessarmos pelo bem estar e pelos direitos dos outros, mais seremos um amigo autêntico. Quanto mais formos abertos e sinceros, mais benefícios acabaremos recebendo. Quem se esquece dos outros, ou não se importa com eles, acaba agindo em prejuízo próprio.
Texto de Dalai Lama do livro: "O Livro da Sabedoria".

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Dos caminhos da vida

Sempre quando olho a estrada que percorri me pergunto... Se valeu a pena, se fui um sonhador em busca de sonhos que pareciam impossíveis e hoje são reais, mas a vezes me sinto com aquela duvida dolorosa de até onde eu irei, será que valerá a pena??? 
Esta mensagem que segue abaixo me mostrou que:
Com certeza estas perguntas são respostas que só tempo poderá me responder...
Ainda sigo sonhando...

Reinaldo S.S.

Jogo de Cintura

Quando, afinal, tudo estava certo, no lugar exato, se encaixando, tudo mudou. Outra vez.
A história era bem aquela, as coisas não eram mais bem assim, o caminho não é mais aquele, a pessoa não era tão legal, o namoro acabou, o casamento gorou, o emprego dançou. De repente, o susto de novo, a falta de chão. Tudo que era deixa de ser. Muda o panorama, o horizonte, a perspectiva, a vida. Canseira, preguiça, raiva. Quando chegará a minha vez? Nunca! Pelo menos não desse jeito que a gente fantasia “a nossa vez”. Não existe um momento estático em que tudo fica de um determinado jeito: nem um determinado jeito ruim, nem um determinado jeito bom. O bom e o ruim mudam. O bom e o ruim passam. Só há uma coisa segura, certa e imutável na vida: nada é seguro, certo e imutável.

Autor desconhecido.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Apesar

Apesar das dores, jamais se entregar...
Tempo de recomeçar, sempre recomeçar...
Tempo de lembrar, que a muito tempo você não esta mais aqui
Estes tempos me causam medo...
Medo de perder de novo...
Não a perda material, mas perda emocional, paternal, existencial.
Dói olhar a distância, passar por aqueles lugares, nossos lugares...
E saber que você não estará mais lá...
Apesar de todas as dores que carrego comigo nestes últimos tempos...
Lembro de uma frase sua, frase que recordo nesta canção “Fé em Deus”,
Esta frase abre a canção e com ela me apego como último recurso
e ela me faz ter a certeza a cada dia que, mesmo não estando aqui, eu ainda sinto
a sua presença, e como você me diria:
“A luta esta difícil meu filho, mas você não pode desistir”.
Saudades Eternas...

Fé em Deus
(Já foi interpretada por: Grupo 100%, Fundo de Quintal, Reinaldo e Diogo Nogueira)

A luta esta difícil mas não posso desistir
Depois da tempestade flores voltam a surgir
Mas quando a tempestade demora a passar
E a vida até parece fora do lugar
Não perca a fé em Deus
Fé em Deus, que tudo irá se acertar.

Aquilo que não mata só nos faz fortalecer
Vivendo aprendi que é só fazer por merecer
Que passo a passo um dia a gente chega lá
Pois não existe mal que não possa acabar
Não perca a fé em Deus
Fé em Deus, que tudo irá se acertar.

Pois o sol de um novo dia vai brilhar
E essa luz vai refletir na nossa estrada
Clareando de uma vez a caminhada
Que nos levará direto ao apogeu
Tenha fé, nunca perca a fé em Deus.

Pra quem acha que a vida não tem esperança, fé em Deus.
Pra quem estende a mão e ajuda criança, fé em Deus.
Pra quem acha que o mundo acabou,
Pra quem não encontrou o amor
Tenha fé, vai na fé
Nunca perca a fé em Deus...

Pra quem sempre sofreu e hoje em dia é feliz, fé em Deus.
Pra quem não alcançou tudo que sempre quis, fé em Deus.
Pra quem ama, respeita e crê,
E para aquele paga pra ver
Tenha fé, vai na fé
Nunca perca a fé em Deus...

Composição: Flavinho Silva

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Nosso Olhar

Ao ouvir esta mensagem (abaixo) pela manhã, me fez refletir sobre o nosso olhar no mundo, e as coisas que acontecem no mundo, também coincide com minha última postagem"Acredite".
Bem, esta mensagem de hoje nos mostra que em muitas situações em nossas vidas,  nosso olhar  se acostuma a ver somente as coisas desagradaveis da vida, somente por um ângulo, ou até somente um ponto de vista. Portanto que esta mensagem nos faça refletir como está o nosso olhar diante deste mundo e nossas vidas e seus acontecimentos cotidianos ou não.

Reinaldo S.S.

Pontinho Preto

Conta-se que um professor preparou sua aula estendendo um grande lençol branco numa das paredes da sala. Na medida em que os alunos iam entrando, tinham sua curiosidade despertada por aquele objeto estranho estendido bem à sua frente.
O professor iniciou a aula perguntando a todos o que viam. O primeiro que se manifestou disse que via um pontinho negro, no que foi seguido pelos demais. Todos conseguiram ver o pontinho negro que fora colocado, de propósito, no centro do lençol branco.
Depois de perguntar a todos se o ponto negro era a única coisa que viam, e ouvir a resposta afirmativa, o professor lançou outra questão: – Vocês não estão vendo o lençol? Vocês conseguem somente ver o pequeno ponto preto, e não percebem a parte branca, que é muito mais extensa?

 22 de Julho de 2011, texto que circula na internet.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Acredite

Não sei se minha palavra é meu domínio sobre o mundo, mas minhas palavras dizem muito sobre mim e do meu mundo. Você me vê passar, você me viu passar, mais jamais percebeu que meu mundo ,o seu mundo, o mundo não cabem em meu coração.
Por isso choro palavras:
Desconexas, "erradas", loucas, solitárias, complexas...
Mas que no fim dizem muito de mim.
Eu...
Sou aquilo que sinto, isto me resume e me torna quem eu sou, que queria ser...
Um projeto de Mim...

Reinaldo S.S.

Acredite

Acreditem, nos hoje devemos entender e vivenciar esta frase:
“Nós podemos mudar o mundo”.
Como, aonde, por quê?
Partimos do princípio que podemos mudá-lo para bem, ou para o mal.
Infelizmente quando o mal é feito através das catástrofes causadas pelos homens e às barbáries, estas são vistas como algo do mundo, porém o mundo seria para o mal?
As coisas boas não estão na mídia a cada 20, 15, 5 minutos, a cada segundo.
Como uma flor que brota em meio a uma área devastada, ou queimada, uma criança que nasce a cada dia, o sorriso de um idoso, o bem feito se ver a quem a cada dia...
Então “nós podemos mudar o mundo”, sempre para o bem! Como?
Simples, olhando para dentro de nós e caminhando a cada dia na percepção, no pensamento e entendimento que tudo nesta vida é uma extensão de nós mesmos e ainda que não possamos compreender ou não queiramos compreender, “nós podemos mudar o mundo. 
A partir do momento que olharmos o bem como uma partícula de areia no deserto, que somada a outras partículas, formam grãos e ao fim formam-se dunas e dunas.
Então, pare e pense. Nós somos partículas e grãos no mundo.
Nós podemos mudar o mundo sim, para o bem, através de pequenos gestos, não de valor e tamanho, porque é nos pequenos gestos é que estão as grandes ações no mundo.
Acreditem...

Reinaldo da Silva dos Santos.
Belo Horizonte, 05 de março de 2008.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Das lagrimas


Em alguns momentos na vida, não precisamos somente de palavras de apoio e que nos elevem nossa auto-estima. Às vezes precisamos de alguém que chore nossas lagrimas junto com a gente.

Reinaldo S.S.

O que mais se preocupava

O autor Leo Buscaglia foi certa vez convidado a ser jurado de um concurso numa escola, cujo tema era: “a criança que mais se preocupa com os outros”.
O vencedor foi um menino cujo vizinho – um senhor de mais de oitenta anos – acabara de ficar viúvo. Ao notar o velhinho no seu quintal em lágrimas, o garoto pulou a cerca, sentou-se no seu colo, e ali ficou por muito tempo.
Quando voltou para sua casa, a mãe lhe perguntou o que dissera ao pobre homem.
-Nada – disse o menino. – Ele tinha perdido a sua mulher, e isso deve ter doído muito. Eu fui apenas ajudá-lo a chorar.

Referência:
Paulo Coelho in:
http://g1.globo.com/platb/paulocoelho/
Acesso dia 30/06/2011.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Para reflexão...

"A razão dos cães terem tantos amigos é que movem suas caudas mais que suas línguas" 

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Saudade

Bom dia a todos!
Poderia eu discorrer aqui um tese sobre saudade e quanto a ausência de um amigo, no qual por motivos trágicos, não teremos mais contato e não o veremos mais...
Mas hoje,  eu não que sei definir o que é sentir saudade,  para mim saudade nasce no fundo do coração e vai além da alma, ultrapassa qualquer entendimento...
Alguns sentimentos, foram feitos para serem sentidos e não explicados.

Reinaldo S.S.

Saudade

Há varias formas de sentir saudade,
Com o amor,
Com a morte,
Com a distância...
Todas são saudades muito doidas.
Quando a saudade bater em nossos corações,
Lembre-se que é um bom sinal de amor.
O amor faz a gente renascer para
um mundo de sonhos e fantasia.
Mas quando esse amor acabar,
seus sonhos iludidos se transformarão
na grande realidade que sempre viveu.
Por aqueles que já viveram uma grande saudade,
é que a saudade pode ser definida mais jamais entendida.

Autor desconhecido.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

"Aceitam tudo"

"De vez em quando, alguém diz que lingüistas "aceitam" tudo (isto é, que acham certa qualquer construção). Um comentário semelhante foi postado na semana passada. Achei que seria uma boa oportunidade para tentar esclarecer de novo o que fazem os linguistas.

Mas a razão para tentar ser claro não tem mais a ver apenas com aquele comentário. Surgiu uma celeuma causada por notas, comentários, entrevistas etc. a propósito de um livro de português que o MEC aprovou e que ensinaria que é certo dizer Os livro. Perguntado no espaço dos comentários, quando fiquei sabendo da questão, disse que não acreditava na matéria do IG, primeira fonte do debate. Depois tive acesso à indigitada página, no mesmo IG, e constatei que todos os que a leram a leram errado. Mas aposto que muitos a comentaram sem ler.

Vou tratar do tal "aceitam tudo", que vale também para o caso do livro.

Primeiro: duvido que alguém encontre esta afirmação em qualquer texto de linguística. É uma avaliação simplificada, na verdade, um simulacro, da posição dos linguistas em relação a um dos tópicos de seus estudos - a questão da variação ou da diversidade interna de qualquer língua. Vale a pena insistir: de qualquer língua.

Segundo: "aceitar" é um termo completamente sem sentido quando se trata de pesquisa. Imaginem o ridículo que seria perguntar a um químico se ele aceita que o oxigênio queime, a um físico se aceita a gravitação ou a fissão, a um ornitólogo se ele aceita que um tucano tenha bico tão desproporcional, a um botânico se ele aceita o cheiro da jaca, ou mesmo a um linguista se ele aceita que o inglês não tenha gênero nem subjuntivo e que o latim não tivesse artigo definido.

Não só não se pergunta se eles "aceitam", como também não se pergunta se isso tudo está certo. Como se sabe, houve época em que dizer que a Terra gira ao redor do sol dava fogueira. Semmelveis foi escorraçado pelos médicos que mandavam em Viena porque disse que todos deveriam lavar as mãos antes de certos procedimentos (por exemplo, quem viesse de uma autópsia e fosse verificar o grau de dilatação de uma parturiente). Não faltou quem dissesse "quem é ele para mandar a gente lavar as mãos?"

Ou seja: não se trata de aceitar ou de não aceitar nem de achar ou de não achar correto que as pessoas digam os livro. Acabo de sair de uma fila de supermercado e ouvi duas lata, dez real, três quilo a dar com pau. Eu deveria mandar esses consumidores calar a boca? Ora! Estávamos num caixa de supermercado, todos de bermuda e chinelo! Não era um congresso científico, nem um julgamento do Supremo!

Um linguista simplesmente "anota" os dados e tenta encontrar uma regra, isto é, uma regularidade, uma lei (não uma ordem, um mandato).

O caso é manjado: nesta variedade do português, só há marca de plural no elemento que precede o nome - artigo ou numeral (os livro, duas lata, dez real, três quilo). Se houver mais de dois elementos, a complexidade pode ser maior (meus dez livro, os meus livro verde etc.). O nome permanece invariável. O linguista isso, constata isso. Não só na fila do supermercado, mas também em documentos da Torre do Tombo anteriores a Camões. Portanto, mesmo na língua escrita dos sábios de antanho.

O linguista também constata the books no inglês, isto é, que não há marca de plural no artigo, só no nome, como se o inglês fosse uma espécie de avesso do português informal ou popular. O linguista aceita isso? Ora, ele não tem alternativa! É um dado, é um fato, como a combustão, a gravitação, o bico do tucano ou as marés. O linguista diz que a escola deve ensinar formas como os livro? Esse é outro departamento, ao qual volto logo.

Faço uma digressão para dar um exemplo de regra, porque sei que é um conceito problemático. Se dizemos "as cargas", a primeira sílaba desta sequência é "as". O "s" final é surdo (as cordas vocais não vibram para produzir o "s"). Se dizemos "as gatas", a primeira sílaba é a "mesma", mas nós pronunciamos "az" - com as cordas vocais vibrando para produzir o "z". Por que dizemos um "z" neste caso? Porque a primeira consoante de "gatas" é sonora, e, por isso, a consoante que a antecede também se sonoriza. Não acredita? Vá a um laboratório e faça um teste. Ou, o que é mais barato, ponha os dedos na sua garganta, diga "as gatas" e perceberá a vibração. Tem mais: se dizemos "as asas", não só dizemos um "z" no final de "as", como também reordenamos as sílabas: dizemos as.ga.tas e as.ca.sas, mas dizemos a.sa.sas ("as" se dividiu, porque o "a" da palavra seguinte puxou o "s/z" para si). Dividimos "asas" em "a.sas", mas dividimos "as asas" em a.sa.sas.

Volto ao tema do linguista que aceitaria tudo! Para quem só teve aula de certo / errado e acha que isso é tudo, especialmente se não tiver nenhuma formação histórica que lhe permitiria saber que o certo de agora pode ter sido o errado de antes, pode ser difícil entender que o trabalho do linguista é completamente diferente do trabalho do professor de português.


Não "aceitar" construções como as acima mencionadas ou mesmo algumas mais "chocantes" é, para um linguista, o que seria para um botânico não "aceitar" uma gramínea. O que não significa que o botânico paste.

Proponho o seguinte experimento mental: suponha que um descendente seu nasça no ano 2500. Suponha que o português culto de então inclua formas como "A casa que eu moro nela mais os dois armário vale 300 cabral" (acho que não será o caso, mas é só um experimento). Seu descendente nunca saberá que fala uma língua errada. Saberá, talvez (se estudar mais do que você), que um ancestral dele falava formas arcaicas do português, como 300 cabrais.

Outro tema: o linguista diz que a escola deve ensinar a dizer Os livro? Não. Nenhum linguista propõe isso em lugar nenhum (desafio os que têm opinião contrária a fornecer uma referência). Aliás, isso não foi dito no tal livro, embora todos os comentaristas digam que leram isso.

O linguista não propõe isso por duas razões: a) as pessoas já sabem falar os livro, não precisam ser ensinadas (observe-se que ninguém falao livros, o que não é banal); b) ele acha - e nisso tem razão - que é mais fácil que alguém aprenda os livros se lhe dizem que há duas formas de falar do que se lhe dizem que ele é burro e não sabe nem falar, que fala tudo errado. Há muitos relatos de experiências bem sucedidas porque adotaram uma postura diferente em relação à fala dos alunos.

Enfim, cada campo tem seus Bolsonaros. Merecidos ou não.

PS 1 - todos os comentaristas (colunistas de jornais, de blogs e de TVs) que eu ouvi leram errado uma página (sim, era só UMA página!) do livro que deu origem à celeuma na semana passada. Minha pergunta é: se eles defendem a língua culta como meio de comunicação, como explicam que leram tão mal um texto escrito em língua culta? É no teste PISA que o Brasil, sempre tem fracassado, não é? Pois é, este foi um teste de leitura. Nosso jornalismo seria reprovado.

PS 2 - Alexandre Garcia começou um comentário irado sobre o livro em questão assim, no Bom Dia, Brasil de terça-feira: "quando eu TAVA na escola...". Uma carta de leitor que criticava a forma "os livro" dizia "ensinam os alunos DE que se pode falar errado". Uma professora entrevistada que criticou a doutrina do livro disse "a língua é ONDE nos une" e Monforte perguntou "Onde FICA as leis de concordância?". Ou seja: eles abonaram a tese do livro que estavam criticando. Só que, provavelmente, acham que falam certinho! Não se dão conta do que acontece com a língua DELES mesmos!!"
 
Por Sírio Possenti .
Quinta, 19 de maio de 2011
http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5137669-EI8425,00-Aceitam+tudo.html

domingo, 5 de junho de 2011

"para bom entendedor, meio palavra basta"

Como já havia declarado em postagens anteriores, venho aqui postar um artigo e também manifestar um pouco de minha indignação em relação as alguns comentários sobre as formas que as notícias chegam para a sociedade, não as notícias em si, mas os comentários em torno de alguns dos temas que pipocam na imprensa a cada dia.

Percebo que antigamente tínhamos especialista em determinada área, hoje temos "especialistas", todos são "especialistas", bastam ter em frente de si um microfone para manifestar sua opinião em diversos assuntos, engraçado todos tem solução e explicação para tudo, para tudo mesmo, no entanto percebo que a grande maioria destas pessoas não possuem legitimidade, algo tão necessário para discorremos sobre determinado assunto, e formamos opinião em torno de algum tema. Tal legitimidade nos é conferida  por estudos em uma área específica, ou no caso dos nossos grandes e renomados jornalistas e especialistas, os  “jornalistas”, por uma pesquisa mais aprofundada no assunto e os  “especialistas” por formação na área, o que não os eximem de conhecer ouvir os dois lados da questão, e não somente pegar uma "notícia no ar", já que estas já “são publicadas no ar” e depois são noticiadas pelos diversos meios de comunicação, assim se criam rótulos, estereótipos e opiniões.

Estas "reflexões" vão para todos aqueles, em especial alguns “iluminados” do jornalismo televisivo e radiofônico, que sem conhecimento e aprofundamento em torno de determinados temas e assuntos, ou em alguns casos, meramente por suas convicções ideológicas e seus preconceitos velados, e em “outros casos” pelos “interesses”, tão em voga em nosso país. Esses “iluminados” profetizam, rotulam posições, e como nossa sociedade atualmente demanda a cada dia de respostas para tantos absurdos que perpassam nossas vidas, engolimos estas opiniões em tornos destes temas e notícias como verdades absolutas, assim não questionamos; ou no revoltamos calados, ou aceitamos calados, nos falta aquela malícia, não por sermos incapazes, mas por vivermos em um sociedade tão dinâmica, de respostas prontas, aonde que parar para pensar é algo visto como "perda de tempo".

Bem termino aqui com uma reflexão, não para passar a idéia de crítica pela crítica, mas para lembrarmos que devemos sempre ao ouvirmos uma opinião seja na impressa falada ou escrita, em especial quando polêmica, que a impressa é “imparcial",  "ela não tem lados", ela "deve sempre ouvir os dois lados". Mas se caso nos esquecermos destes princípios, devemos sempre buscar e ouvir uma segunda, terceira e quarta opinião.

Para finalizar e bom relembrarmos conceitos como pluralidade, interdisciplinaridade, respeito ao próximo, ética profissional e ética e respeito entre as profissões. Vale também deixar aqui este velho ditado, "para bom entendedor, meio palavra basta", para não ficar de ficar uma leitura e reflexão cansativa, na próxima postagem segue um artigo para complementar estas reflexões esse ditado.

Reinaldo S.S.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Será que não falta um pouco de poesia em nossas vidas?

Depois de uma longa ausência, causadas pelo silêncio e por vários motivos que permeiam nossas vidas cotidianas, dos quais trarei para vocês nos próximos dias, com alguns artigos e textos que recebi e tive contato nas últimas semanas, segue um poema, no qual guardo e retomo recordações.
Este poema foi declamado em um Sarau na Faculdade FAMINAS-BH, se não me trae a memória no ano de 2008, organizado pelo grande Professor de Literutura Luiz Fernando. Fica aqui a pergunta, será que não falta um pouco de poesia em nossas vidas?
Reinaldo S.S.

AMOR PROIBIDO


Pensar no futuro é pensar em você,
e entre tantos planos
ter mais emoção de viver.

É dividir com a melancolia
esses momentos de solidão,
é querer um bem perdido, desconhecido,
mas ter a certeza que vive em teu coração.

Acode a vida sem ar
e no coração uma vontade de respirar
e te achar ao meu lado,
a cada vez que sentir saudade.

Meu futuro é incerto,
pois não tenho o teu amor,
a morte é certa, a procura existe.

Você está ai perdida entre
tantas mulheres do mundo,
onde os meus olhos se cruzam
sempre na esperança de te achar;
mas um dia você ultrapassará as barreiras do tempo;
conseguindo esse dia...
entre tantos sonhos e esperanças... me encontrar...
No silêncio de um simples olhar...

Reinaldo da Silva dos Santos.



quarta-feira, 11 de maio de 2011

Nosso interior

Pensando hoje em tempos, memórias, pessoas, lugares...Reflito...
Nos preocupamos em desvendar teorias e propor novas tecnologias...
E o nosso interior...Estamos reamente cuidando do nossos interiores?
Reler nosso interior é cuidar das nossas mentes...
Como traz esta linda canção do grande artista mineiro Vander Lee.


Reinaldo S.S.

Meu Jardim

Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores                   
Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores                   
Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores 


Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores
Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho                                
Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho
Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho
Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho

Estou podando meu jardim
Estou cuidando bem de mim

Composição de Vander Lee



segunda-feira, 9 de maio de 2011

Da importância do tempo

Há alguns dias não posto mensagens. Hoje venho agradecer refletir com vocês leitores que acompanham meu blog, algumas observações feitas no último mês de abril de 2011.

Devido ao meu "isolamento", por motivos pessoais e profissionais; dos meus amigos, colegas e familiares, tive a oportunidade de reencontrá-los  e revê-los no final do mês  passado e início deste mês, em ocasião do "feriadão". Nesta oportunidade tive a felicidade de trocar ideias, colocar as conversas em dia e saber como vão as coisas, não somente aqui em BH,  já que tenho muitos amigos e parentes também na cidade de Viçosa - MG, terra natal do meu Saudoso Pai (João Carlos - "João 40") e por onde morei entres os anos de 1989 até 2005.

Minha reflexão parte através da relação que estabelecemos com aqueles que amamos. Em que temos pouco tempo nas nossas rotinas diárias, em que lutamos para encontrar uma brecha em nossas agendas,  para estarmos com nossos amigos e aquelas pessoas que consideramos.

Observo que nestas oportunidades temos o prazer e a felicidade de reencontrarmos e buscarmos forças para nossas "lutas" do dia a dia,  estes momentos nos fazem lembrar que  por mais que o tempo passe; os verdadeiros laços de amizades e familiares ultrapassam a barreira do tempo, mesmo que estes reencontros durem horas, segundos, ou até mesmo um simples estante, ou um olhar.

Estas reflexões nos recordam de um trecho de uma canção  que trago para exemplificar resumir esta reflexão, apesar que no seu contexto  ela tem outro fim, mas que podemos adaptar aqui. Ela resumi bem a importância de se aproveitar estes reencontros, esse trecho diz assim:  “Que na vida o hoje tem que aproveitar... Por quê?... Eu não sei se o amanhã há de chegar".

Que fique então estas reflexões e agradecimentos a todas estas pessoas, que revi nestes últimos dias, mesmo que tenha sido por curto espaço de  tempo; uma manhã , uma tarde, uma noite de sábado ou domingo.
Que Deus desperte em nós a sabedoria para aprendermos a valorizar os momentos com aquelas pessoas que amamos e consideramos, que estes momentos sejam sempre de felicidades, de lembranças, de recordações boas e trocas benéficas e positivas. Mesmo que estes momentos sejam por cinco minutos, meia hora, uma hora uma tarde, um dia, uma semana..."O importante é o reencontro com toda sua intensidade e consideração, e não o tempo (khrónos) em que ocorre”.

Estas são minhas palavras, reflexões deste momento que podem durar 5 minutos, meia hora, uma hora uma tarde, um dia, uma semana...Depende de você...

"Valeu por você existir amigo"
Valeu por vocês existirem amigos...

Reinaldo S.S.

Aos dias das Mães

Ontem foi o dia das mães,
alíás hoje é o dia das mães,
amanhã é o dia das mães.

Fora do seu contexto capitalista e comercial,
todo dia é dia das Mães...
"Mãe é Mãe".
 Fico triste com que vejo entre Mães e filhos atualmente,
mas porém me alegro com os exemplos de força, luta, determinação, Amor e esperança...

Mãe hoje que estas nos céu,
sei que todo dia é o seu dia,
sempre a me guiar, a me proteger,
sempre ao meu lado...

Saudades de ti minha Mãe, Juraci...
Que me ensinou que quando amamos de verdade,
não importa as distâncias...

Reinaldo S.S.

Esta foi uma reflexão que virou um poema, abaixo segue uma grande obra prima, de Giuseppe Ghiaronie  que ouvi e me emocionei e tenho o prazer de compartilhar com vocês.

Reinaldo S.S.

Poema das mães, de Giuseppe Ghiaroni

Mãe! hoje eu volto a te ver na antiga sala
onde uma noite te deixei sem fala
dizendo adeus como quem vai morrer.
E me viste sumir pela neblina,
porque a sina das mães é esta sina:
amar, cuidar, criar e depois perder.
Perder o filho é como achar a morte.
Perder o filho quando, grande e forte,
já podia ampará-la e compensá-la.
Mas nesse instante uma mulher bonita,
sorrindo, o rouba, e a velha mãe aflita
ainda se volta para abençoá-la.
Assim parti, e nos abençoaste.
Fui esquecer o bem que me ensinaste,
fui para o mundo me deseducar.
E tu ficaste num silêncio frio,
olhando o leito que eu deixei vazio,
cantando uma cantiga de ninar.
Hoje volto coberto de poeira
e te encontro quietinha na cadeira,
a cabeça pendida sobre o peito.
Quero beijar-te a fronte, e não me atrevo.
Quero acordar-te, mas não sei se devo,
não sinto que me caiba este direito.
O direito de dar-te este desgosto,
de te mostrar nas rugas do meu rosto
toda a miséria que me aconteceu.
E quando vires e expressão horrível
da minha máscara irreconhecível,
minha voz rouca murmurar:”Sou eu!”
Eu bebi na taberna dos cretinos,
eu brandi o punhal dos assassinos,
eu andei pelo braço dos canalhas.
Eu fui jogral em todas as comédias,
eu fui vilão em todas as tragédias,
eu fui covarde em todas as batalhas.
Eu te esqueci: as mães são esquecidas.
Vivi a vida, vivi muitas vidas,
e só agora, quando chego ao fim,
traído pela última esperança,
e só agora quando a dor me alcança
lembro quem nunca se esqueceu de mim.
Não! Eu devo voltar, ser esquecido.
Mas que foi? De repente ouço um ruído;
a cadeira rangeu; é tarde agora!
Minha mãe se levanta abrindo os braços
e, me envolvendo num milhão de abraços,
rendendo graças, diz:
“Meu filho!”, e chora.
E chora e treme como fala e ri,
e parece que Deus entrou aqui,
em vez de o último dos condenados.
E o seu pranto rolando em minha face
quase é como se o Céu me perdoasse,
me limpasse de todos os pecados.
Mãe! Nos teus braços eu me transfiguro.
Lembro que fui criança, que fui puro.
Sim, tenho mãe! E esta ventura é tanta
que eu compreendo o que significa:
o filho é pobre, mas a mãe é rica!
O filho é homem, mas a mãe é santa!
Santa que eu fiz envelhecer sofrendo,
mas que me beija como agradecendo
toda a dor que por mim lhe foi causada.
Dos mundos onde andei nada te trouxe,
mas tu me olhas num olhar tão doce
que , nada tendo, não te falta nada.
Dia das Mães! É o dia da bondade
maior que todo o mal da humanidade
purificada num amor fecundo.
Por mais que o homem seja um mesquinho,
enquanto a Mãe cantar junto a um bercinho
cantará a esperança para o mundo!


07 de Maio de 2011 por José Lino