quinta-feira, 31 de março de 2011

Capturados

(…) Hoje, com um celular na mão, você documenta partos, tsunâmis, incêndios, transas, shows e crimes cometidos bem na sua frente. Inclusive, algum crime por ventura cometido por você.
Me pergunto: se você não documentar suas experiências e emoções, elas deixam de existir? Você deixa de existir? Não deveria, mas dá a impressão que sim.
Num surto catastrofista, imagino que em breve deletaremos da nossa memória tudo aquilo que não estiver documentado. Se eu quiser lembrar de uma viagem ou de uma festa, não conseguirei, a não ser que a tenha fotografado e filmado. (…)Você ainda consegue lembrar da vida sem a ajuda de aparelhos? (…) A vida também acontece sem provas documentais.
Entre os inúmeros flagrantes de Annie Leibovitz constam os momentos finais de seu pai e da escritora Susan Sontag, as duas pessoas que ela mais amou. (…) Annie Leibovitz é uma artista, e suas lentes são seus olhos, ela não dissocia vida e trabalho, mas admito que senti, mesmo havendo consentimento dos fotografados, uma invasão na intimidade mais secreta de cada um, que é a solidão. Louvável como registro jornalístico, mas desnecessário como despedida pessoal.
Tudo isso para dizer que certas ocasiões ainda me parecem suficientemente fortes para resistirem intactas na nossa lembrança, e apenas nela.
Texto de Martha Medeiros

quarta-feira, 30 de março de 2011

Da importância da humildade, respeito, valores, dom e vocação de cada um.

No último final de semana, dia 27 de março, foi comemorado o dia do circo, como uma forma de homenagear esta arte feitas por diversos artistas anonimos e que hoje esta meio esquecida em nosso pais, apesar de sua importância, como as demais artes.  Desde de já traço um parametro desta arte com minha área de estudo, o curso de Letras e futura atuação, professor. Ser educador em nosso pais hoje depende muito mais do que escolha, vocação, amor a profissão precisa-se de ser valorizado. Os mais simples ofícios e profissões trazem em sua essência a simplicidade, é justamente ai que está toda importância. Parabéns a todos o profissionais do circo que jamais deixam a chama da alegria e da fantasia se apagar em nossos esternos corações de criança. Islustro e confirmo minhas palavras com um trecho de um livro, apesar da ilustração nos remeter um pouco ao catolicismo, foque apenas na mensagem do texto significado como a importância da humildade, respeito, valores, dom e vocação de cada um.
Reinaldo S.S.

"Nossa Senhora, com o Menino Jesus em seus braços, resolveu descer à Terra e visitar um mosteiro. Orgulhosos, todos os padres fizeram uma grande fila, e cada um chegava diante da Virgem para prestar sua homenagem. Um declamou belos poemas, outro mostrou suas iluminuras para a Bíblia, um terceiro disse o nome de todos os santos. E assim por diante, monge após monge, homenageou Nossa Senhora e o Menino
Jesus.

No último lugar da fila, havia um padre, o mais humilde do convento, que nunca havia aprendido os sábios textos da época. Seus pais eram pessoas simples, que trabalhavam num velho circo das redondezas, e tudo que lhe haviam ensinado era atirar bolas para cima e fazer alguns malabarismos.
Quando chegou sua vez, os outros padres quiseram encerrar as homenagens, porque o antigo malabarista não tinha nada de importante para dizer, e podia desmoralizar a imagem do convento. Entretanto, no fundo do seu coração, também ele sentia uma imensa necessidade de dar alguma coisa de si para Jesus e a Virgem.

Envergonhado, sentindo o olhar reprovador de seus irmãos, ele tirou algumas laranjas do bolso e começou a jogá-las para cima, fazendo malabarismos, que era a única coisa que sabia fazer.

Foi só neste instante que o Menino Jesus sorriu, e começou a bater palmas no colo de Nossa Senhora. E foi para ele que a Virgem estendeu os braços, deixando que segurasse um pouco o menino."
                                                 


 (Trecho extraído do livro O Alquimista, de  Paulo  Coelho)

sexta-feira, 25 de março de 2011

A Lista, texto de Oswaldo Montenegro


"Sempre me questione e reflito o valor da minha amizade em relação aos outros e o valor dos amigos que eu tenho.
Sempre que faço isto olho ao meu redor e vejo tudo que tenho, vivo e minha vida hoje...
Me questiono sempre que são meus verdadeiros amigos... Será que além de sensação que vivo as vezes, estou mesmo sozinho...Tal resposta tento encontrar neste texto de Ovaldo Montenegro.”

Reinaldo S.S.
A Lista, texto de Oswaldo Montenegro

Faça uma lista de grandes amigos,
quem você mais via há dez anos atrás…
Quantos você ainda vê todo dia?
Quantos você já não encontra mais?


Faça uma lista dos sonhos que tinha…
Quantos você desistiu de sonhar?
Quantos amores jurados pra sempre…
Quantos você conseguiu preservar?

Onde você ainda se reconhece,
na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria?

Quantos amigos você jogou fora…
Quantos mistérios que você sondava,
quantos você conseguiu entender?

Quantos defeitos sanados com o tempo,
era o melhor que havia em você?
Quantas mentiras você condenava,
quantas você teve que cometer?

Quantas canções que você não cantava,
hoje assobia pra sobreviver …
Quantos segredos que você guardava,
hoje são bobos ninguém quer saber …
Quantas pessoas que você amava,
hoje acredita que amam você?
                             25 de Março de 2011 por José Lino 

sexta-feira, 18 de março de 2011

Em nenhuma esquina do teu bairro
encontrarás o Domingo
da tua infância,
povoada de pássaros e melodias.
Inutilmente,
recordarás a sombra antiga das árvores
e os crepúsculos tranquilos do mundo
que perdeste.
Hoje,
és um ser
penetrado de ruídos,
e em redor da tua angústia
desfilam máquinas estranhas
e a multidão de rostos
que não conheces”.



Paulo Bonfim.

Estar só

Estar sozinho, não estar longe...
é sim ver que as distâncias se aumentam...
quando precisamos daqueles que consideramos e amamos...

Belo Horizonte, 18 de março de 2011
Reinaldo da Silva dos Santos.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Alegria! Alegria! Naqueles tempos em que a alegria superava as dores de nossas lutas...e nossos dias eram acalentados pelos nossos sonhos...

Terça Feira, dia 01 de março de 2011
Por Reinaldo S.S.

terça-feira, 1 de março de 2011

A arma mais poderosa

De todas as poderosas armas de destruição que o homem foi capaz de inventar, a mais terrível – e a mais covarde – é a palavra.
Punhais e armas de fogo deixam vestígios de sangue.
Bombas abalam edifícios e ruas. Venenos terminam sendo detectados.
Mas a palavra destruidora consegue despertar o Mal sem deixar pistas. Crianças são condicionadas durante anos pelos pais, artistas são impiedosamente criticados, mulheres são sistematicamente massacradas por comentários de seus maridos, fiéis são mantidos longe da religião por aqueles que se julgam capazes de interpretar a voz de Deus.
Procure ver se você está utilizando esta arma. Procure ver se estão utilizando esta arma em você. E não permita nenhuma destas duas coisas.

Segunda-feira dia 28/02/2011
Por Paulo Coelho

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Não passam as dores, também não passam as alegrias. Tudo o que nos fez feliz ou infeliz serve pra montar o quebra-cabeça da nossa vida, um quebra-cabeça de cem mil peças.
Aquela noite que você não conseguiu parar de chorar, aquele dia que você ficou caminhando sem saber para onde ir, aquele beijo cinematográfico que você recebeu, aquela visita surpresa que ela lhe fez, o parto do seu filho, a bronca do seu pai, a demissão injusta, o acidente que lhe deixou cicatrizes, tudo isso vai, aos pouquinhos, formando quem você é.
Não há nenhuma peça que não se encaixe. Todas são aproveitáveis. Como são muitas, você pode esquecer de algumas, e a isso chamamos de “passou”. Não passou. Está lá dentro, meio perdida, mas quando você menos esperar, ela será necessária para você completar o jogo e se enxergar por inteiro.
Marta Medeiros

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Não é o que acontece, é como você vê o que acontece

  Quarta - feira, 23/02/11. 
Conta a lenda que os alquimistas da Idade Média eram pessoas capazes de transformar o chumbo em ouro: belo trabalho, se você conseguir! De certo modo, todos nós precisamos ser alquimistas para ver além das aparências superficiais. (…) À medida que você pára de reagir com pavor ante o inesperado, torna-se mais equilibrado e passa para uma posição de poder.  (…)

Ou seja: enquanto a sua atitude for negativa, você não fará nada para melhorar de vida… Enquanto você enxergar somente o desastre, atrairá mais desastres… Os acontecimentos se darão conforme as suas expectativas. Mas, no minuto que você mudar de crença sobre a situação, seus pensamentos diferentes atrairão pessoas diferentes e novas oportunidades…
A vida deve ser divertida! Os pássaros acordam todos os dias cantando. Os bebês riem sem nenhum motivo. Observe os golfinhos, os cachorros… quem disse que a vida não tem graça? O universo é brincalhão. (…)
Em poucas palavras: os “desastres” da vida não são propriamente desastres, são situações que esperam que você mude de atitude.

                         

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O pato e a gata

-  Como o senhor entrou na vida espiritual? – perguntou um dos discípulos ao mestre sufi Shams Tabrizi.
-  Minha mãe dizia que eu não era bastante louco para ser internado num hospício, nem bastante santo para entrar num mosteiro – respondeu Tabrizi. – Então resolvi me dedicar ao sufismo, onde aprendemos através da meditação livre.
- E como explicou isso a sua mãe?
- Com a seguinte fábula: alguém colocou um patinho para que uma gata tomasse conta. Ele seguia sua mãe adotiva por toda parte – até que, um dia, os dois foram parar diante de um lago. Imediatamente, o patinho entrou na água, enquanto a gata gritava da margem: “Saia daí! Você vai morrer afogado!” E o patinho respondeu: “não, mamãe, descobri o que me faz bem, e sei que estou no meu ambiente. Vou continuar aqui, mesmo que a senhora não saiba o que significa um lago.”
                              
                                                                             Terça - feira, 22/02/11. Por Paulo Coelho. 

                              
                         

                                                                                                                         

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A Diferença que faz uma Estação

Em uma semana meio conturbada em nossas vidas, como em todo mundo, vale a pena refletirmos sobre as pessoas, algo estranho não é.
Vejo que há muitas pessoas que brigam e se preocupam pelos diversos problemas e por diferentes coisas e por muitas vezes não são compreendidos e acabam sendo julgadas por uma simples palavra, opinião e observação.
Mas também temos aqueles, os neutros, e os "tranquilos"  que não se envolvem, os que não se comprometem e por muitas vezes são tratados como os legais, estes não levantam nem uma bandeira... Por isto  "são tão legais" por terem  não lado, por não empenharem em lutar, já que as lutas são para os problemáticos e chatos... Bem já eu que nasci na contra mão de um mundo em que todo dia temos que aceitar "o mundo" da forma que ele é, em um irônico "contente", "contente-se poderia ser pior", compartilho com vocês uma mensagem que fala das estações de  nossas vidas. Talvez esta mensagem possa ajudar a certas pessoas: As legais, as compreensivas, as não polêmicas, que por um motivo e outro, acham que aqueles que lutam pelo que é certo e que vêm além das hipocrisias humanas. Uma forma de respeitar as pessoas e as aceitarem como elas são com suas qualidades e seus defeitos.

Reinaldo S.S.
A Diferença que faz uma Estação

Um homem tinha quatro filhos. Ele queria que seus filhos aprendessem a não julgar as coisas de modo apressado, por isso, mandou cada um em uma viagem para que observassem uma pereira que estava plantada em um local distante.
O primeiro filho foi até lá no Inverno, o segundo na Primavera, o terceiro no Verão e o quarto e mais jovem, no Outono.
Quando os filhos retornaram, o homem os reuniu e pediu a cada um que descrevesse o que tinha observado.
O primeiro filho disse que a árvore era feia, torta e retorcida.
O segundo discordou, pois vira uma árvore recoberta de botões verdes e cheia de promessas.
O terceiro filho disse que ambos estavam errados: a árvore estava coberta de flores, que tinham um cheiro tão doce e eram tão bonitas, que ele se arriscaria a dizer que eram a coisa mais graciosa que jamais tinha visto.
O último filho discordou de todos seus irmãos. A árvore que vira estava carregada e arqueada, cheia de frutas e de vida…
O homem então explicou a seus filhos que todos estavam certos, porque tinham visto apenas uma estação da vida da árvore… E concluiu: não se pode julgar uma árvore, ou uma pessoa, por apenas uma estação. A essência de quem eles são, o prazer, a alegria e o amor que vem de sua vida, podem apenas ser medidos ao final, quando o ciclo de todas as estações estiver completo.
  Sábado, 19/02/11. 
                         




terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Perda

Hoje pela manhã pensei de como e que forma enxergar a vida, pois penso que a vida é um pulsar de segundos que se estendem a cada dia, em momentos de felicidades e alegria, às vezes estes momentos valem por uma eternidade. Já as perdas são pausas nestes momentos, em que se para o tempo, aonde as verdadeiras palavras são lagrimas que escorrem por meios físicos ou pelo silêncio do olhar.
Nestas horas me pergunto, porque insistimos em nossa hipocrisia e falta de caráter? Aonde aprendemos a nos destituir de tudo que aprendemos, e o engraçado que quando nos achamos fortes, donos da verdade e do mundo, vem às perdas para nos reensinar a viver, já que quando nos tornamos adultos e com passar dos anos, desaprendemos a viver. Eu sofro pelo mundo, porque sei  que a vida é este pulsar, feitos de momentos de alegrias e perdas. Que nos possamos no reencontrar em momentos de perda como o que vivo hoje.
Reinaldo S.S.

Falar harmoniosamente

A fala é a expressão de nosso estado evolutivo.
A palavra saída da boca de um homem revela sua qualidade interior.
A fala é a ligação muito delicada entre o homem e seu ambiente.
É muito importante para o indivíduo e para o seu ambiente que todas as pessoas cultivem a arte de falar harmoniosamente.
O indivíduo poderá mudar de atitude, de comportamento, de decisão, mas a palavra que saiu de sua boca jamais poderá ser recolhida.
Se sentirmos que o ambiente será afetado negativamente se falarmos determinada coisa, é preferível não falar.
Muitas pessoas crêem que a sinceridade está em falar tudo que pensam.
Talvez isso seja falar sinceramente, mas também é falta de tato e resulta numa desarmonia que põe a perder a própria finalidade da fala.
A maior arte do falar repousa em pensar com clareza e expressar-se de forma harmoniosa, de modo a ser compreendido.
Sendo corretos em pensamento, as palavras que saem de nossa boca devem ser agradáveis, suaves e de boa qualidade.

                                                     
Terça - feira, 15/02/11. 
                         

Interior II

Não sei... Tem sido momentos difíceis, eu não encontro... Uma linha inicial aonde eu possa me reencontrar... Das minhas dores, medos e conflitos atuais, eu preciso mais das pessoas dos que as pessoas de mim... Choro no silêncio do meu interior, porque aprendi a esconder as lagrimas nos escombros que caem da minha vida a cada dia... E sabe o que é mais engraçado, as coisas na vida da gente em primeiro lugar dependem de um primeiro passo e atitude nossa... Talvez meu grande desafio nesta nova fase da minha vida seja este, não esperar tanto das pessoas e também não exigir mais aquilo que elas podem e que sei que podem me dar, porém penso, para alguém que aprendeu e criar a doce ilusão de uma vida interior, em que sempre vem àquela idéia de... Deixa amanhã eu resolvo, amanhã eu faço, amanhã... Amanhã... Me pergunto aonde foi que me perdi, em meus sonhos, propósitos e ideais, para que eu possa me reencontrar. Estas são  palavras extraídas do fundo da minha alma, em momento em que não há: mágoa, dor, alegria, raiva, rancor... Neste momento eu me neutralizo... E talvez até me anestesio sentimentalmente... As palavras saem como pétalas de rosas levadas pela brisa mais branda no amanhecer de paz depois das tempestades.

Reinaldo S.S.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

"Os sonhos nunca desaparecem enquanto as pessoas não os abandonam..."
Autor desconhecido.



O valor e o dinheiro

Ciccone German conta a história de um homem que, graças à sua imensa riqueza e sua infinita ambição, resolveu comprar tudo que estava ao seu alcance. Depois de encher suas muitas casas de roupas, móveis, automóveis, jóias, o homem resolveu comprar outras coisas.
Comprou a ética e a moral, e neste momento foi criada a corrupção.
Comprou a solidariedade e a generosidade – e então a indiferença foi criada.
Comprou a justiça e suas leis – fazendo nascer na mesma hora a impunidade.
Comprou o amor e os sentimentos, e surgiu a dor e o remorso.
O homem mais poderoso do mundo comprou todos os bens materiais que queria possuir, e todos os valores que desejava dominar. Até que um dia, já embriagado por tanto poder, resolveu comprar a si mesmo.
Apesar de todo o dinheiro, não conseguiu realizar seu intento. Então, a partir deste momento, criou-se na consciência da Terra um único bem que nenhuma pessoa pode colocar um preço: seu próprio valor.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Isaac morre

Certo rabino era adorado por sua comunidade.
Todos ficavam encantados com o que dizia.
Menos Isaac, que não perdia uma chance de contradizer as interpretações do rabino, apontar falhas em seus ensinamentos. Os outros ficavam revoltados com Isaac, mas não podiam fazer nada.
Um dia, Isaac morreu. Durante o enterro, a comunidade notou que o rabino estava profundamente triste.
Por que tanta tristeza? – comentou alguém.
Isaac vivia colocando defeito em tudo que o senhor dizia!
- Não lamento o meu amigo que hoje está no céu – respondeu o rabino.
- Lamento a mim mesmo.
Enquanto todos me reverenciavam, ele me desafiava, e eu era obrigado a melhorar.
Agora que ele se foi, tenho medo de parar de crescer.
Quarta feira, 09/02/11. 
Paulo Coelho

Interior

Aquilo que me cala é o que me prende
e nada mais é que a dor escondida por
trás de um coração armagurado.

Estar na Multidão é estar sozinho,
mesmo com  a companhia dos
amigos, as risadas e as brincadeiras...

As vezes nestes momentos eu paro
e me transporto para outros lugares,
dimensões e fases da minha vida.

Não consigo caminhar no presente
pela falta das estradas do passado,
apagadas pelas perdas...
ocorridas por diversas situações.

Estas perdas foram recebidas,
mas não foram aceitas, ai me
pergunto:

Aonde foi que eu parei no tempo,
para que eu possa renascer...
e recomeçar de novo...

Reinaldo S.S.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Liberdade de escolha

Carlos Castañeda diz: “o grande poder do ser humano está na sua capacidade de tomar decisões”. Cada decisão que tomamos nos permite modificar o futuro e o passado.

Escolher, porém, significa comprometer-se. Quando alguém faz uma escolha, deve lembrar-se que o caminho a ser percorrido vai ser muito diferente do caminho imaginado.

Escolher significa: “bem, eu sei onde quero chegar”. A partir daí, é preciso estar atento ao mundo, porque uma decisão deflagra uma série de eventos inesperados.

Comprometa-se com a sua decisão – seja ela no campo afetivo, profissional ou espiritual; tudo que sua decisão precisa é sua vontade de seguir adiante. De resto, ela mesma lhe tomará pelas mãos, e lhe mostrará o melhor caminho.

Sexta feira, 04/02/11 por Paulo Coelho

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A certeza, a escolha e a dúvida

Buda estava reunido com seus discípulos certa manhã, quando um homem se aproximou:
- Existe Deus?- perguntou.
- Existe – respondeu Buda.
Depois do almoço aproximou-se outro homem.
- Existe Deus? – quis saber.
- Não, não existe – disse Buda.
No final da tarde, um terceiro homem fez a mesma pergunta:
- Existe Deus?
- Você terá que decidir – respondeu Buda.
Assim que o homem foi embora, um discípulo comentou revoltado:
- Mestre, que absurdo! Como o Senhor dá respostas diferentes para a mesma pergunta?
- Porque são pessoas diferentes, e cada uma chegará a Deus por seu próprio caminho. O primeiro acreditará em minha palavra. O segundo fará tudo para provar que eu estou errado. E o terceiro só acredita naquilo que é capaz de escolher por si mesmo.

Referência: Paulo Coelho - 02/02/2011.
http://g1.globo.com/platb/paulocoelho/2011/02/02/a-certeza-a-escolha-e-a-duvida-2/